O crescimento do papel do pai durante a gestação, o parto e o nascimento de um filho

Uma das questões que vem revolucionando pesquisas e estudos a respeito da gravidez é a mudança da tradicional postura masculina: a imagem do pai com um charuto na boca, andando de um lado para o outro ou desmaiando ao assistir ao parto não combina mais com as reivindicações do homem atual. Há um interesse cada vez maior dos pais em acompanhar a gestação e o parto, antes um verdadeiro tabu no universo masculino.

“O homem tem assumido uma importante função durante todo o processo”, explica o ginecologista e obstetra defensor do parto humanizado (www.partosemmedo.com.br), Alberto Jorge Guimarães. Durante a gestação, parto e nascimento, muitas mudanças acontecem no corpo e na psique da mulher, fazendo com que este período exija cuidados especiais. Afinal, existe todo um preparo para a chegada de um novo integrante da família e a presença do pai é muito importante.

“Quando a gestante pode contar com o apoio incondicional do marido, ela se sente encorajada a percorrer o caminho da maternidade com mais confiança. Lembrando que em alguns casos, ela deve ter paciência de treinar o companheiro nos cuidados com o recém nascido, como o banho, troca de fraldas, aconchego da cria junto ao peito, tudo com muito amor e alegria”.

“Observamos que está aumentando o número de homens que desejam participar ativamente do processo da paternidade, constituindo-se num elemento-chave indispensável da equação pré-natal. Assim, não se considera apenas a mulher grávida, mas o casal grávido”, explica Dr Alberto. Segundo ele, o interesse do pai pelo passo-a-passo da gestação e do parto traz benefícios para a mulher e o bebê, como a diminuição das cirurgias cesarianas, necessidade de medicações para alívio da dor, redução do tempo de trabalho de parto e dos casos de depressão pós-parto.

Fonte: Alberto Jorge de Sousa Guimarães

1 Comment

  1. Ana Elisa Dias Magalhaes

    Concordo com o texto no que diz respeito à mudança de postura dos homens durante todo o processo da gestação, parto e nascimento do bebê hoje em dia. No entanto, é compreensível que alguns homens, ainda marcados por uma cultura patriarcal e machista, tenham certa resistência a esse engajamento no que tange à esse “novo mundo” de descobertas e incertezas. Ainda é forte o papel rígido entre os gêneros; a gestação e o cuidado ainda permanece ligado à algo que cabe exclusivamente às mulheres, e não aos homens. Assim, o distanciamento dos homens no que se refere à paternidade ainda é algo presente.
    Felizmente, há uma grande parcela de homens que engajam nessa nova jornada de ser pai e apresentam dúvidas, curiosidades, inseguranças, assim como as mulheres. Entretanto, o protagonismo das mulheres durante esse período é fortíssimo e, algumas vezes, os parceiros são esquecidos. Por isso, acho muito importante e essencial os parceiros se mostrarem ativos e participativos durante essa fase na vida do casal. Procurar se manterem “antenados” com as informações novas, acompanhar a mulher durante o pré-natal e realizar também o ‘pré-natal do parceiro’ (com exames, testes rápidos e informações sobre a paternidade) podem ser os passos iniciais para mudar o paradigma binômio mãe-criança, para trinômio pai-mãe-criança.

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